Mudámos o site da RankingPT para português: como tratámos os URLs e o SEO

Mudámos o site da RankingPT para português: como tratámos os URLs e o SEO

Quando decidimos concentrar a comunicação da RankingPT no mercado português, mudar os textos da homepage não chegava. O site já tinha páginas em vários idiomas, endereços publicados e artigos no blog. Era preciso decidir que páginas ficariam acessíveis, quais seriam os seus endereços e como evitar que a mudança deixasse links antigos sem destino.

Este artigo mostra as decisões técnicas tomadas na RankingPT 2.0. É um projeto próprio: podemos documentar o trabalho realizado, mas ainda não atribuímos à migração qualquer aumento de tráfego, contactos ou vendas.

A decisão: português na raiz do site

Antes da mudança, várias páginas em português usavam o prefixo /pt/, enquanto a raiz servia conteúdo em inglês. Escolhemos colocar a oferta principal em português diretamente na raiz. Assim, uma página como /pt/google-ads/ passa a ter como endereço principal /google-ads/.

Também decidimos adiar o lançamento comercial multilingue. As páginas em inglês e francês não foram tratadas como versões ativas para pesquisa nesta fase. É uma decisão de foco: primeiro queremos que as páginas principais expliquem bem os serviços a quem procura apoio em Portugal.

Havia uma consequência importante. O endereço /google-ads/ já existia em inglês e passou a servir a página em português. Não era possível redirecionar esse mesmo endereço para uma nova página inglesa sem impedir que apresentasse o conteúdo português. Por isso, a mudança exigiu um mapa de URLs e uma revisão do conteúdo servido em cada caminho, não apenas uma regra geral de redirecionamento.

O mapa de URLs antes dos redirects

Listámos as páginas de serviços e de setores e definimos o destino de cada endereço português antigo. Os caminhos /pt/ passaram a apontar por redirecionamento 301 para as páginas correspondentes na raiz. Por exemplo, /pt/google-ads/ aponta para /google-ads/; o mesmo princípio foi aplicado às páginas de setores.

Mantivemos o blog e as categorias nos endereços existentes. Esses conteúdos precisavam de uma análise própria, porque os artigos tinham idiomas diferentes e não existia necessariamente uma tradução equivalente para cada um. Não criámos equivalências de idioma por suposição.

Um redirect só ajuda se levar o visitante a uma página que responde ao mesmo assunto. O mapa permitiu verificar destinos concretos e evitar encaminhar indiscriminadamente páginas antigas para a homepage.

O que verificámos no sitemap

Na auditoria técnica de outubro de 2026, comparámos o sitemap de produção da altura, com 204 URLs, com o sitemap candidato para o lançamento em português, com 127. A diferença incluía 78 URLs retirados do sitemap: 39 sob /pt/ e 39 sob /fr/. Nenhum endereço sem prefixo desaparecia dessa comparação; /industries/ era a única adição.

Estes números descrevem uma comparação técnica feita antes do lançamento. Não são uma medição de páginas indexadas pelo Google nem de desempenho orgânico. A verificação serviu para detetar exclusões inesperadas e confirmar que o sitemap candidato listava os endereços previstos como principais.

Canonicals, idiomas e links internos

As páginas principais em português receberam endereços canónicos para si próprias. As versões inglesa e francesa ficaram fora do sitemap e com indicação noindex, follow enquanto o modo multilingue está inativo. Também deixámos de apresentar hreflang para essas versões dormentes: não fazia sentido anunciá-las como alternativas ativas.

Revimos ainda a navegação e as ligações internas. Se o menu continuasse a apontar para /pt/, os visitantes passariam por redirects desnecessários. A intenção era levá-los diretamente aos endereços atuais, tanto nas páginas de serviço como nos caminhos de contacto.

O que esta migração prova — e o que ainda falta medir

Conseguimos documentar a nova estrutura, o mapa de redirects e a verificação do sitemap. O caso de estudo da RankingPT 2.0 mostra também como reorganizámos as páginas comerciais e a ferramenta de análise inicial.

O efeito na pesquisa e nos pedidos comerciais exige outra evidência: dados do Search Console por página e consulta, visitas relevantes e contactos medidos ao longo do tempo. Sem uma linha de base histórica completa por URL, seria errado apresentar uma percentagem de crescimento causada pela migração.

Se vai mudar os idiomas, os serviços ou os endereços do seu website, comece por inventariar as páginas existentes e definir o destino de cada uma. Depois verifique os redirects, os endereços canónicos, o sitemap e os links internos antes e após a publicação. Se precisar de ajuda a identificar os riscos e prioridades do seu site, fale connosco sobre uma auditoria SEO.

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